Não passo sem o Alentejo, do mais profundo, com as searas amareladas no verão e verdes em tempo de chuva, até aqui ao nosso, com o mar e os seus frutos e paisagens.
Santiago do Cacém será sempre a fonte de inspiração... o cheiro das ruas, das lareiras em Inverno e do cair da noite, no Verão.
Valeu bem a pena ir com a sacola às costas pela rua íngreme da Cooperativa, para inventar programas e espaços de rádio, vai para 19 anos. Tenho pena de não ter mais tempo, para continuar a ser músico da Banda da Sociedade Filarmónica União Artística, para continuar a cantar no Coral Harmonia. Cresci nas coisas de Santiago, gosto de me manter ligado a elas, nem que seja só pelas emoções , traduzidas num sorriso, quando sei que vai tudo pelo melhor.
Claro que tenho orgulhos pessoais, ter sido um elemento activo enquanto morei em Santiago do Cacém, na música, nas coisas da cultura, no extracurricular da escola, no viver de círculos de amigos – chamados núcleos duros – inesquecíveis. E ainda agora.
Com 16 anos fui jovem deputado no Parlamento Europeu em Estrasburgo, durante uma semana. Mais cedo ainda, aos 15, fazia com o meu amigo Francisco um programa de rádio nacional – Tempos e Vontades – de Santiago do Cacém para todo o país através de 22 das estações locais ou regionais de maior dimensão. Aos 18, entrei para a Escola Superior de Comunicação Social e aos 20 para a Faculdade de Direito de Lisboa.
Estando na cidade capital, onde tudo acontece, puxa a tentação e a vontade de fazer rádio plena e profissionalmente, um ano depois estava na Renascença, graças a ter lá aparecido dizendo que existia e à oportunidade que lá me foi dada e aproveitada. Gostei muito de estar no serviço de transito a ajudar e a falar com o auditório real, aquele que todos os dias está na estrada ou na vida tal e qual ela é, seja em que ponto do país for. Também fiz, vezes sem conta, programas de entretenimento e informação específica, aos microfones da RR. O RDS seguiu também na RFM. Estive na linha da frente da modernização do processo de emissão da RR e da implementação da análise musical ao canal. Na música ainda cheguei a fazer uma “perninha” na Mega FM e RFM. Deixei amigos no grupo RR. A entrada no grupo Media Capital foi uma viragem na minha carreira, um desafio do mais aliciante que possa existir, com um sentido total de articulação. Estive na montagem da nova Rádio Comercial e da Cidade FM. Fui animador da primeira e seu coordenador musical e um dos coordenadores musicais da segunda. Foi também na MCR que tive larga formação com os melhores profissionais do mundo.Senti-me bem inspirado a continuar. Depois da saída da Comercial e de um convite não concretizado para a entrada como Coordenador da MTV Portugal, estou na rádio pública, a Antena 1 da Rádio e Televisão de Portugal (RTP), sempre em directo nos microfones meia volta e na coordenação de emissão do canal principal.
Tenho orgulho em ser como sou, ainda que com os defeitos que os mais próximos me conhecem.
A Miróbriga tem sido, quase todo o tempo de forma gratuita, a minha rádio de sempre, o meu laboratório, continua a sê-lo com especial autorização da empresa na qual realmente trabalho e na medida que não entre em choque com as minhas funções. Quero que a AMR seja o mais profissional que lhe seja possível, uma estação na qual o auditório de toda a proveniência se reveja, com classe e proximidade ao mesmo tempo. A Miróbriga chegou a ser das melhores rádios regionais do país e, ainda que esporadicamente gosto que volte a alcançar esse estatuto. Portugal precisa de grandes rádios regionais. Estou sempre disponível, dentro do pouco que possa fazer.
No que respeita a animais de estimação, gosto de gatos. Tive um, cor de laranja, de nome Gonzaga , fez as alegrias da casa, até que nos deixou cedo demais. Passado mais o desgosto e quase um ano, ficámos com um gatinho cinzento, de nome Neptuno, que é o novo receptor de mimo e, pelos vistos, deve ter genes de cão, na medida em que morde e rosna... :-) O gatinho já é um gatão e tem quase 6 anos... Como o tempo passa!
Raro é o dia que não navego. Não pelo Atlântico que é semanal, mas pela rede. Tantas coisas que se sabem, descobrem e fomentam pela net ... naturalmente que o site do coração é http://www.atlanticoradio.blogspot.com/ , mas oiço alguma rádio via net, normalmente a z100 de Nova Iorque, a Kiis Fm de Los Angeles (também no 102.7 do fm lá do sítio) ou de algum dos canais da BBC. Utilizo o Google, para procurar tudo e mais alguma coisa e os sites da Billboard, MTV e outros, restritos, para pesquisa de música, rádio e satélite. A Rádio e TV via satélite são outra paixão.
Sou Sportinguista desde que me conheço por gente, gosto também que o União Sport Club faça boa figura, o que faz anos não acontece, vibrei com a sua participação na 2ª Divisão Nacional.
Nos poucos tempos livres que tenho, gosto de ter a minha vida pessoal devidamente salvaguarda e secreta, para além disso há a mania do vinil, da música enquanto executante, dos petiscos e conversas, saídas com os amigos, da leitura – sempre – cinema e assistir a concertos, e o resto, que é a maior parte, é trabalho e Direito e captação via satélite.
Os meus pratos preferidos são bacalhau à Braz e todo o bacalhau em geral, assados no forno (chiliép, chiliép), mariscada, açorda alentejana, jantarinho alentejano, peixe frequíssimo grelhado, enfim...
Petiscos, aí aumenta o rol, deixa cá ver... moelas, choco frito, caracóis, saladas de búzio e ovas, sapateira quase ao natural, amêijoas à Bulhão Pato, carne de porco preto, enchidos e queijo da zona e de Barrancos e Serpa. E muito mais...
- pausa para ir comer –
Levantar cedo quando é preciso, pois, lá tem de ser, mas não sou madrugador. Dormir é tão bom... a vida profissional prega cada partida, he he.
Dizem que quando se me entra uma coisa na cabeça, ui, ui. Ainda bem que também me dizem coisas só boas... faz bem ao ego e à estabilidade da vida.
Já vi muitos filmes, mas gostei especialmente do Cinema Paraíso, do Clube dos Poetas Mortos e do Wall Street, do Oliver Stone. Se continuasse a lista, lá se ia o espaço no servidor, mas tenho de dizer que livros e filmes de Agatha Christie - especialmente do personagem Poirot - enchem-me as célulazinhas cinzentas.
Gostava de ir às Maldivas, antes de submergirem. Dos sítios visitados, ficaram presentes os Açores, a Madeira, Veneza, Paris, Londres, a Suiça e as Caraíbas. Não esquecendo o "país" mais formidável do mundo, Portugal, no seu continente e ilhas!
Imaginei o Atlântico em 91, com menos alcance do que ele tem hoje. Mas também há-de querer dizer alguma coisa as frases de posicionamento serem as mesmas, faz 18 anos. Foi indescritível a tarde em que o Atlântico foi para o ar a primeira vez, 7 de Julho de 91, informação e sonoplastia com a D. Filomena Costa, de boa memória, um rapazito de 14 anos a apontar vinil e a balbuciar as primeiras invenções do Atlântico.
Gosto de passear pela antiga Santiago, de sair ao Sábado, mas não muito pela madrugada fora.
No Atlântico já entrevistei a Laura Pausini, fiz uma emissão em directo do primeiro festival Sudoeste, trouxe a Santiago alguns artistas e grupos, como seja o caso dos UHF e DR Sax, entre outros. A conversa que mantivémos o Luís do Ó e eu , com o John Watts dos Fischer-Z também foi de topo. O Atlântico é e será sempre feito como se fosse transmitido na estação melhor cotada a nível mundial. Há egos maiores que outros, bem sei, mas cada um talha-se para onde quer ir.
Quando chegamos a algum dos muitos sítios onde vamos fazer o programa e somos recebidos daquela forma, pensamos que vale a pena. Uma rede nacional e internacional de correspondentes é apenas uma mais-valia.
As minhas referencias de rádio sempre passaram pelas estações generalistas, pelas pop-rock, portuguesas e logo que houve net, sempre a dar uma espreitada ao que se faz lá fora, nomeadamente na Europa central, Inglaterra e Estados Unidos. De resto, a rádio portuguesa de referência está ao nível da melhor do mundo, haja esperança. Ainda me lembro de algumas gravações em cassete que chegavam em diferido de outras paragens.
Já quando era mais pequeno, 6, 7 anos, brincava com os carrinhos que tinha como sendo das rádios, e com um gira- discos portátil, que era, literalmente, a alegria da criança. Lá ouvia os programas Despertar e, mais tarde, já numa aparelhagem, os da Comercial de culto, os primeiros anos RFM, sobretudo à noite e de madrugada. O CMR foi de facto essencial para que se percebesse que a rádio pode não ser cinzenta, sendo de culto. A Antena 1 está cada vez mais perto de um excelente serviço público, está mais colorida e leve. A rádio sente-se e não vou dizer que não sabe melhor fazê-la para os lados da noite, torna-se intimista, para além de mágica. E quanto às manhãs, acordar o país e ver nascer o sol é uma coisa do outro mundo, aqui mesmo, no nosso. Sono à parte.
Bruno José Peixoto Gonçalves Pereira, 33 anos. Animador e Coordenador de Radiodifusão, produtor musical e ainda estudante de Direito.
Sistema de recepção tv e rádio satélite
Monday, April 02, 2007
Posted by BGP Pro at 5:06 PM